quarta-feira, 31 de outubro de 2007

ILÊ AIYÊ

ILÊ AIYÊ, primeiro bloco afro da Bahia, inicia sua história em 1º de novembro de 1974, no Curuzu-Liberdade, bairro de maior população negra do pais: 600 mil habitantes.
O objetivo da entidade é preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira, para isso, desde que foi fundado, vem homenageando os países, nações e culturas africanos e as revoltas negras brasileiras que contribuíram fortemente para o processo de fortalecimento da identidade étnica e da auto-estima do negro brasileiro, tornando populares os
temas da história africana vinculando-os com a história do negro no Brasil, construindo um mesmo passado, uma linha histórica da negritude.
Eu sou apaixonada pelo ILÊ, suas músicas, suas danças, o trabalho social desenvolvido, a forma como ele valoriza a cultura negra, enfim todo o seu projeto em frente a uma comunidade marginalizada. Quando o grupo foi criado e apareceu no seu primeiro caranaval as críticas foram duras e el foi considerado uma "mancha negra" no carnaval da Bahia. Hoje ele é consirado "o mais belo dos belos".
SINTA A MAGIA.....
MÚSICA: Canto Porta-voz
COMPOSITOR: Marco Boa Morte


O meu canto é diferente
Representa minha gente
Porta-voz do povo negro
Resgatando auto-estima
Diga ai ta tudo em cima
Valorização do gueto

Se espalha por todo canto
É canto de fé, canto de acalanto
Ninguém consegue calar ah ah ah ah ah
Ecoou no barro preto
Sou Ilê bato forte no peito
Band’Aiyê vai swingar

Sou eu, sou eu me acompanhe (refrão)
Sou Ilê Aiyê xodó de mãe

O Ilê não é batido em pilão
Nem cessado em peneira
Mas é a receita perfeita
Gostosa ao meu paladar
Esse é o Ilê Aiyê que não é brincadeira
Negro gostoso que nem os quindins de Iáiá

1 comentários:

Aline disse...

O nome "Ilê aiyê" é mais do que conhecido aos meus ouvidos... Como boa sergipana, estou por dentro da Bahia (ahahah)... Estou pensando seriamente em conhecer o carnaval de Salvador... Será que dou conta??? Sim, porque com a vida pacata que sempre levei, preciso de doses homeopáticas de transgressão... Peraê, quem disse que pular carnaval é transgressão? ahahahahah beijos, Aline